
Alberto Costa, lateral do FC Porto, é acusado de cuspir no avançado do Famalicão, Sorriso, num empate 1-1 na Liga Portugal; o árbitro não assinalou expulsão e o VAR não interveio. O caso foi levado ao Conselho de Disciplina, colocando em risco a imagem da arbitragem e projetando possíveis sanções disciplinares a curto prazo.
O incidente
No empate 1-1 entre FC Porto e Famalicão, um lance nos minutos finais acabou por dominar a agenda: Sorriso, jogador do Famalicão, afirmou ter sido alvo de uma cuspidela por parte de Alberto Costa, lateral do FC Porto.As imagens, partilhadas nas redes, mostram um contacto verbal e um gesto que alguns interpretam como cuspidela, mas o árbitro de campo não expulsou o jogador e o VAR não acionou revisão.
Reacções
Sorriso declarou publicamente que foi cuspido durante o desenrolar do jogo: «O 'cara' cuspiu-me... Vou fazer o quê?», disse ao comunicar com adeptos. Alberto Costa negou a acusação nas redes sociais, afirmando que «em nenhum momento cuspi no meu colega de profissão» e que apenas houve troca de palavras no calor do momento.Entre clubes e adeptos, o episódio gerou forte divisão e críticas dirigidas à arbitragem.
Participação ao Conselho de Disciplina
O caso foi formalizado com uma participação ao Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, medida que abre caminho a uma investigação oficial.Esse passo pode desencadear uma instrução, análise de imagens e eventual processo disciplinar contra o jogador do FC Porto, dependendo do entendimento sobre a prova disponível.
Implicações para a arbitragem e o VAR
A ausência de intervenção do VAR neste lance levanta questões sobre critérios de avaliação em situações de contacto e comportamento antidesportivo.Plus: se a interpretação for de cuspidela intencional, trata‑se de uma infração grave, tipicamente sujeita a sanções severas; se for apenas gestual ou contacto involuntário, a sanção tende a ser mais branda. O episódio põe pressão sobre a clareza dos protocolos de revisão e sobre a consistência das decisões arbitragem/VAR.
O que pode acontecer a seguir
O Conselho de Disciplina pode abrir processo, ouvir as partes, analisar imagens e testemunhos e aplicar uma sanção — podendo ir de multa a suspensão de vários jogos, caso se confirme conduta antidesportiva grave.A decisão dependerá da qualidade das provas e da leitura disciplinar sobre intenção e gravidade.
Por que isto importa
Este incidente não é apenas um confronto entre jogadores: toca na credibilidade da Liga Portugal, na confiança dos clubes no sistema VAR e na perceção pública sobre disciplina no futebol português.Uma resposta contundente do organismo disciplinar pode restaurar alguma confiança; uma decisão ambígua ou demorada tende a alimentar polêmicas e desconfiança.
Conclusão
O caso Alberto Costa–Sorriso estará agora nas mãos das instâncias disciplinares.Para FC Porto e Famalicão, e para a própria imagem da arbitragem, o desfecho terá impacto imediato — tanto em termos de possíveis castigos quanto na narrativa pública sobre a eficácia do VAR na Liga Portugal.
A Bola



