
Bélgica atropelou a Nova Zelândia por 5 a 1 em Vancouver, garantiu o primeiro lugar do Grupo G na Copa do Mundo 2026 e mostrou sinais claros de recuperação tática: De Bruyne ditou o ritmo, Trossard brilhou e Lukaku voltou a ser decisivo, enquanto os neozelandeses, eliminados, pagaram caro por erros defensivos e pela necessidade de atacar.
Bélgica confirma favoritismo e encerra fase de grupos com autoridade
Bélgica controlou o jogo desde o início, usando passes rápidos e mobilidade ofensiva para furar a retranca neozelandesa. A vitória por 5 a 1 em BC Place, Vancouver, não só assegura o primeiro lugar do Grupo G como reaviva a confiança antes do mata-mata. De Bruyne foi o maestro; Trossard entrou como referência de área e Lukaku ofereceu presença física e faro de gol.
Tática e leitura de jogo
A Nova Zelândia tentou explorar contra-ataques e pressionar alto, mas cedeu espaços quando avançou demais. A Bélgica, com mobilidade entre linhas — sobretudo De Bruyne flutuando atrás dos atacantes — e a velocidade de Doku e Trossard, explorou esses buracos. Os erros coletivos da defesa neozelandesa, culminando no primeiro gol de Trossard, foram decisivos para desestabilizar a equipe da Oceania.

O papel de De Bruyne e o impacto ofensivo
De Bruyne dominou a criação: conduziu transições, abriu linhas de passe e ainda marcou o terceiro com um chute rasteiro. Sua capacidade de controlar o ritmo transformou chances esparsas em oportunidades concretas, evidenciando que a Bélgica depende menos de individualidades estáticas e mais de um jogo coletivo fluido. Isso é um bom sinal para Rudi Garcia: uma seleção capaz de variar entre pressão e paciência.
Nova Zelândia: coragem, mas limitações
A seleção da Nova Zelândia mostrou coragem ao buscar o ataque, especialmente com o canhoto Just, que marcou um belo gol aos 39 do primeiro tempo. Ainda assim, a fragilidade defensiva e os erros de compactação custaram caro. A eliminação com apenas um ponto revela que o time pagou o preço por ter que se expor demais contra um adversário com qualidade técnica superior.
O que muda a partir daqui
Bélgica sai com méritos e momentum para o jogo das oitavas em Seattle na quarta-feira, mas a equipe precisa sustentar intensidade quando titulares forem poupados. A consistência tática e a profundidade do elenco serão testadas nos confrontos eliminatórios. Para a Nova Zelândia, a eliminação evidencia que é necessário evoluir na compactação defensiva e na variação ofensiva para competir em alto nível.
Detalhes da partida
Placar e gols
Bélgica 5 x 1 Nova Zelândia Gols: Trossard (28' 1º tempo), De Bruyne (21' 2º tempo), Just (39' 1º tempo), Lukaku (41' 1º tempo), Saelemaekers (49' 2º tempo).
Escalações
Nova Zelândia — Crocombe; Payne (Boxall), Surman, Bindon, Cacace (De Vries); Bell (McCowatt), Stamenic, Thomas (Old), Singh (Randall), Just; Wood. Técnico: Darren Bazeley. Bélgica — Courtois; Mechele, Theate, De Cuyper, Castagne; Tielemans (Raskin), Vanaken, De Bruyne (Onana); Trossard (Saelemaekers), Doku (Fernandez-Pardo), De Ketelaere (Lukaku). Técnico: Rudi Garcia.
Cartões, árbitro e público
Cartões amarelos: Stamenic, Just. Árbitro: Adham Makhadmeh (JOR). Público: 52.497. Local: BC Place, Vancouver (CAN).
Conclusão
Bélgica reapareceu como candidata com argumentos: criação de jogo superior, variação ofensiva e jogadores decisivos nas duas áreas. A vitória por 5 a 1 contra a Nova Zelândia galvaniza a equipe, mas o torneio mata a mata exigirá foco e consistência. Para os neozelandeses, resta avaliar estrutura e modelos táticos para encurtar a distância técnica em futuras competições.
Estadao Br



