
O Flamengo arrancou um empate importante diante do Estudiantes, na noite de quarta-feira, em La Plata. Mas, no universo rubro-negro, o resultado rapidamente ficou em segundo plano. O assunto dominante é um só: quando Giorgian de Arrascaeta volta a jogar?
O meia uruguaio sofreu uma fratura na clavícula ainda no primeiro tempo, após uma queda em lance aparentemente comum. Atendido prontamente pelo departamento médico, foi retirado de campo e encaminhado a um hospital local, onde exames confirmaram a gravidade da lesão.
Na manhã de quinta-feira (30), Arrascaeta passou por cirurgia para correção da clavícula direita. O procedimento, considerado bem-sucedido, durou cerca de uma hora e consistiu na fixação da fratura com placa e parafusos.
A preocupação ultrapassa os muros da Gávea. O técnico da seleção uruguaia, Marcelo Bielsa, acompanha de perto a recuperação do seu camisa 10. Embora o Flamengo ainda não tenha divulgado prazo oficial, a estimativa inicial é de 6 a 7 semanas de recuperação.
Com um calendário apertado e competições decisivas pela frente, surge a dúvida: haverá tempo para Arrascaeta voltar em alto nível, seja pelo clube ou até pela seleção em um cenário de torneio prolongado?
E no Flamengo, como fica?
Não é exagero dizer que Arrascaeta é o cérebro do time, talvez o jogador mais decisivo do futebol brasileiro nos últimos anos, desde os tempos de Cruzeiro. Substituí-lo não é simples — nem mesmo em um elenco recheado de opções.
A missão agora está nas mãos do técnico Leonardo Jardim. E não será tarefa fácil.
Carrascal, contratado justamente com status de reposição imediata, ainda não engrenou e vive fase irregular. Já Lucas Paquetá aparece como alternativa natural, mas também enfrenta problemas físicos e é dúvida — podendo retornar no clássico contra o Vasco ou, no cenário mais conservador, apenas no jogo de volta contra o Estudiantes, pela Libertadores.
O desafio está lançado.
Com um elenco qualificado, não há clima de terra arrasada. Mas a ausência de um jogador com o peso de Arrascaeta inevitavelmente muda o patamar da equipe.
Se o time responder em campo e as vitórias vierem, o ambiente segue sob controle. Caso contrário, o já conhecido “modo caos” do Flamengo pode entrar em ação — e aí, a pressão cresce rápido.
A ver os próximos capítulos.
Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo
Resenha do Malvadão
Leandro Mattos

