Atuação irregular expõe falhas e reforça busca por padrão de jogo consistente
Por: Leandro Mattos - Rio de Janeiro

O Flamengo vence no Maracanã e se recupera do vexame diante do Red Bull Bragantino. Porém, o jogo em si, diante do time da Vila Belmiro, foi muito mais difícil do que o placar aponta por méritos de um Santos bem montado pelo experiente Cuca e por costumeiras falhas de um Flamengo que ainda não é nem sombra daquele time de 2025.
A primeira etapa foi morna, com o Flamengo propondo mais o jogo, como já era de se esperar em um Maracanã lotado, com 68 mil espectadores.
O time de Leonardo Jardim mostrou que ainda tem muitas características da equipe de Felipe Luís, incluindo as deficiências: muita circulação de bola e pouca objetividade para chegar ao gol.
O Jogo
A única boa jogada com perigo real foi com Carrascal. O colombiano tinha Arrascaeta como ótima opção de passe, mas optou por finalizar e acabou isolando.
O Santos apostava em bolas longas e frequentemente deixava a defesa do Flamengo no mano a mano, o que já dava o tom do que estava por vir.
Veio o segundo tempo, e o Flamengo ensaiava uma pressão — sem muita organização, é verdade.
Em uma dessas tentativas, após um bate-rebate na entrada da área, a bola sobrou para o volante Christian Oliva, que lançou o atacante Lautaro Díaz. Ele ganhou na corrida de um irreconhecível Léo Ortiz e finalizou de forma magistral, sem chances para Rossi: Santos 1 a 0.
O Rubro-Negro não tinha outra alternativa a não ser se lançar ao ataque com força total. Chegou a marcar com Léo Ortiz, após bola alçada na área, mas o gol foi anulado pelo VAR por impedimento na origem da jogada.
A reação em campo e a resposta na arquibancada
O Flamengo seguiu pressionando e, após cruzamento da direita, Pedro dividiu de cabeça com o zagueiro Zé Ivaldo e empatou o jogo.
O Maracanã explodiu. O Santos se encolheu, e o Flamengo continuou indo para cima.
Em jogada pela esquerda, o zagueiro Léo Pereira cruzou na área, e Arrascaeta foi agarrado por Barreal na frente do árbitro Anderson Daronco. Pênalti.
Com a eficiência de sempre, Jorginho foi para a cobrança e converteu: Flamengo 2 a 1.

Foto: Jorginho comemora gol (Reprodução/Adriano Fontes/Flickr/Flamengo)
O Flamengo seguiu dominante. Plata, Paquetá e Bruno Henrique entraram bem na partida.
Em boa jogada do polêmico atacante equatoriano, a bola sobrou limpa para Lucas Paquetá, que acertou um belo chute da entrada da área, sem defesa para o goleiro Gabriel Brazão.
A vitória estava selada. O Santos não tinha forças, nem tempo para reagir.
O ídolo Bruno Henrique ainda acertou a trave e, no rebote, o Flamengo desperdiçou a chance de fazer o quarto gol. Aos 55 minutos, Gonzalo Plata também acertou a trave.
Varela, o melhor da partida na minha opinião, ainda salvou uma cabeçada do zagueiro Lucas Veríssimo praticamente em cima da linha.
Opinião do “Malvadão”
Uma vitória previsível do Flamengo, que é mais time que o Santos, mas que deixa reflexões importantes para o técnico Leonardo Jardim.
Entre elas, destaco a péssima fase de Léo Ortiz, muito distante do nível de outras temporadas; o jogo ineficiente do Flamengo na maioria das partidas; Arrascaeta, que ainda é uma incógnita em 2026; e a titularidade de Samuel Lino, cujas atuações ainda não justificam o investimento de 25 milhões de euros.
Em resumo, uma boa recuperação no Maracanã para um Flamengo que ainda busca identidade e, principalmente, constância em 2026.
Foto Destaque: Bruno Henrique atacante do Flamengo (Reprodução/Gilvan de Souza/Flickr/Flamengo)
