Em ritmo de treino, o Flamengo vence o Independiente Medellín e segue em “águas tranquilas” na Libertadores.
Por: Leandro Mattos - Rio de Janeiro
19/04/2026

Estamos em 2026, e Arrascaeta e Bruno Henrique continuam colocando “comida na mesa” rubro-negra. Sim, mais uma vez eles foram decisivos. Jogadores históricos que, novamente, chamaram a responsabilidade e foram fundamentais na vitória sobre um frágil Independiente Medellín.
O Flamengo, desde o início, já mostrava que faria do adversário uma presa fácil. Logo aos 2 minutos de jogo, Samuel Lino deixou Carrascal com o gol vazio. Era só empurrar e ir para o abraço. O colombiano, que vive má fase, entrou para o “Inacreditável Futebol Clube” e escorou para fora.
O Flamengo continuava em cima. Aos 14, Ayrton Lucas achou Paquetá dentro da área. Este, de costas, ajeitou a bola com o pé direito e, em um lindo giro, finalizou sem defesa para o goleiro Chaux. Flamengo 1 x 0.
O domínio era completo e o adversário não esboçava reação. Aos 16, Arrascaeta roubou a bola no meio-campo, tabelou com Samuel Lino, recebeu na entrada da área e finalizou com perigo, um pouco acima do travessão. Aos 20, Paquetá deu um lindo passe de letra e achou Arrascaeta dentro da área. Ele tentou cruzar para Bruno Henrique no segundo pau, mas o goleiro do Medellín interceptou.
Após a pausa para hidratação, o Independiente Medellín voltou melhor postado em campo. O Flamengo circulava mais a bola, tentando furar o bloqueio defensivo do time do técnico Alejandro Restrepo.
Aos 36, em falta na entrada da área, Arrascaeta quase fez o segundo em cobrança no ângulo esquerdo. Grande defesa do goleiro Chaux Ospina. Aos 37, em cruzamento de um “ligado” Samuel Lino, Arrascaeta cabeceou na trave.
Aos 39, um displicente Carrascal perdeu a bola no meio-campo com o time saindo. Serna conduziu até a entrada da área e serviu ao ex-jogador do Fluminense, Yony González, que deslocou Rossi e empatou: 1 x 1.
Aos 44, em lance polêmico, Paquetá dividiu com Perlaza, a bola sobrou para Samuel Lino, que serviu Arrascaeta. O uruguaio ganhou da marcação no tranco, foi à linha de fundo e cruzou na cabeça de Bruno Henrique, que, mesmo com dois marcadores, testou firme para marcar o segundo do Flamengo e aliviar o Maracanã.
Por causa do lance na origem da jogada, os jogadores do Medellín cercaram o árbitro Andrés Matonte, que foi ao VAR revisar e validou o gol.
Aos 50, em raro ataque do Medellín, após cruzamento da direita, Fydriszewski acertou a trave de Rossi com uma cabeçada perigosa.
O Flamengo voltou para o segundo tempo a fim de decidir o jogo rapidamente. Logo aos 3 minutos, Arrascaeta lançou Bruno Henrique na esquerda. Ele invadiu a área e tocou de volta para o uruguaio, que, de primeira, com a categoria de sempre, bateu de pé esquerdo para vencer o goleiro Chaux Ospina. Flamengo 3 x 1.
O Flamengo continuou ameaçando. Destaques para o grande jogo de Éverton Araújo e do até então cornetado (inclusive por mim) Samuel Lino. Destaque também para o bom desempenho de Lucas Paquetá.
Aos 13, Éverton Araújo bateu com perigo da entrada da área. Aos 15, Samuel Lino foi lançado por Arrascaeta e foi travado após finalização dentro da área. Aos 18, Léo Pereira fez de cabeça, mas o gol foi anulado por impedimento.
O técnico Leonardo Jardim fez mudanças, e o Flamengo, com De La Cruz, Pedro, Plata e Luiz Araújo, continuava incisivo, indo para cima.
Aos 45, Plata serviu Luiz Araújo na entrada da área, que bateu meio sem jeito, mas mesmo assim levou perigo à direita de Chaux. Logo em seguida, foi Pedro quem serviu Luiz Araújo, que bateu com força para boa defesa do goleiro do Medellín.
Aos 50, após bola roubada na defesa, Luiz Araújo serviu o artilheiro Pedro, que não perdoou. Com muita categoria, de biquinho, finalizou sem chances para o goleiro. 4 x 1. Goleada decretada no Maracanã.
Opinião do Malvadão
Um Flamengo que, a cada jogo, melhora nas mãos do competente Leonardo Jardim. Jogadores até pouco tempo contestados, como Samuel Lino e o jovem Éverton Araújo, evoluíram muito sob o comando do técnico português.
Como há muito tempo não se via, aparentemente, em 2026, o Flamengo fará uma fase de grupos “sem sustos”. O próximo jogo é contra o Estudiantes, em La Plata, local de boas lembranças para os rubro-negros no ano passado, apesar do sufoco nos 90 minutos e da disputa de pênaltis.
Se vai repetir os feitos de 2025, não sabemos. O que sabemos é que o tetracampeão da América continua com fome — e contando com os gols e passes decisivos de Bruno Henrique e Arrascaeta, jogadores históricos que encarnam como poucos um dos versos mais famosos do hino do clube: “Vencer, vencer, vencer”.
O Flamengo volta a campo hoje, às 19h30, no Maracanã, contra o Bahia, com a missão de encostar no líder Palmeiras. Em caso de vitória sobre o Tricolor baiano, o Rubro-Negro ainda ficará de olho no confronto do Alviverde, que recebe o Athletico Paranaense às 18h. Um tropeço do líder, combinado com o resultado positivo carioca, pode reduzir a diferença atual de seis pontos. Vale lembrar que o Fla ainda tem um jogo a menos em relação ao atual líder do campeonato.
Foto destaque: Jogadores do Fla após vitória na libertadores(Reprodução/Gilvan de Souza/Flickr/Flamengo
