Estratégia ousada permitiu a virada na Vila Belmiro; treinador destaca que esquema com dois atacantes de área é recurso valioso para o Tricolor
Por: Trincheira Tricolor - Rio de Janeiro

O Fluminense conquistou ontem (19) uma vitória heroica por 3 a 2 contra o Santos, na 12ª rodada do Brasileirão 2026, e o grande destaque da partida foi a leitura tática de Luis Zubeldía. Mesmo diante de desfalques importantes, o treinador argentino achou uma solução tática ao lançar dois centroavantes para furar o bloqueio santista. A estratégia, que já havia sido testada anteriormente, pode ser um caminho para o Tricolor diminuir a dependência criativa dos meias.
A leitura da virada
Com a vitória de ontem, o Fluminense alivia a pressão pelos últimos resultados negativos. Contra o Santos, Zubeldía ousou e iniciou o jogo com uma formação de meio-campo inédita com Bernal, Hércules e Alisson. Em princípio, a modificação não surtiu o efeito que o treinador esperava: em uma falha de Allison, jogador que pela primeira vez iniciou entre os 11 titulares , o Santos abriu o marcador numa bela jogada de Neymar e Gabriel Barbosa, que marcou seu 15º gol contra o Flu. Savarino, destaque na primeira etapa, empatou com um golaço de fora da área aos 23 minutos.
Aos 11 do segundo tempo, Gabriel Barbosa municiou Barreal, que encobriu o goleiro Fábio, marcando outro golaço. O empate tricolor veio após cruzamento de Guga: de cabeça, Castillo marcou seu terceiro gol com a camisa do "Fluzão". Foi aí que Zubeldía resolveu lançar o time à frente; colocou em campo Riquelme Felipe e John Kennedy, garotos de Xerém, e manteve Castillo em campo. Guga passou a ter mais liberdade para flutuar e, praticamente como um meia, articulou a jogada que culminou no gol da virada, feito por JK aos 41 da segunda etapa.

Foto: Guga e JK comemorar gol (Reprodução:Lucas Merçon/Flickr/Fluminense F.C.)
Na coletiva, Zubeldía revelou que a decisão de aumentar o poder de fogo na área não foi um ato de desespero após sofrer o segundo gol, mas sim um plano pré-estabelecido. Segundo o comandante:
“O que acontece é que, antes do gol do 2 a 1 do Santos, nós já tínhamos na cabeça fazer a troca para dois avançados centro. É um recurso que, para mim, é sempre bom. Já o utilizei para empatar contra o Coritiba com o Germán e o John. Fizemos isso neste último jogo aqui e é uma alternativa que a equipa tem."
O "poder de fogo" nos cruzamentos
A utilização de dois homens de referência altera a dinâmica dos zagueiros adversários, que perdem a sobra e precisam lidar com combates diretos constantes. O técnico explicou a vantagem do modelo:
“Para poder consolidar esses dois avançados contra os defesas, é um grande recurso quando tens cruzamentos. O ponto é que tudo precisa de tempo: o John com o Castillo, o Castillo com o John, o Germán com o John... Repito, correu tudo bem."
Com a vitória, o Tricolor tenta acalmar os ânimos e seguir na luta pelo topo da tabela do Brasileirão. Com os três pontos, o Fluminense ocupa a terceira posição, atrás de Flamengo e Palmeiras. Na próxima quinta-feira (23), o compromisso é pela Copa do Brasil: o time vai ao Paraná enfrentar o Operário, no Estádio Germano Krüger, pelo jogo de ida da quinta fase da competição nacional.
Texto redigido por IA
Foto destaque: Téc. Luis Zubeldia, Coletiva após San x Flu (Reprodução/Lucas Merçon/Flickr/Fluminense)




