Palmeiras vence bem, mesmo com estratégia não dando certo

Palmeiras vence bem, mesmo com estratégia não dando certo

Na noite da última quarta-feira (24), o Palmeiras venceu o River Plate, em casa, pelas quartas de final da Libertadores, pelo placar de 3x1. Os argentinos saíram na frente, com Salas, mas o Verdão virou no segundo tempo com um de Vitor Roque e dois de Flaco Lopez.

Quem olhar os números, ou somente o resultado, vai achar que o Palmeiras dominou o River, tomou um gol por acaso e teve cabeça fria para virar. Essa leitura não está de todo errada não, mas é preciso levar em conta que a estratégia palmeirense, ao contrário do observado no Monumental, não funcionou no Allianz Parque.

No jogo na Argentina, quando o Palmeiras abriu 2x0 rapidamente e engoliu o River no primeiro tempo, os quatro meias (Aníbal, Evangelista, Felipe Anderson e Andreas Pereira) tiveram movimentações e ocupações de espaço diferentes. Como Piquerez atuou como terceiro zagueiro para marcar Driussi, principal atacante milionário, coube a Felipe Anderson (o jogador mais sacrificado taticamente por Abel Ferreira nesta temporada) fechar como ala pela esquerda e marcar o lateral direito adversário, Gonzalo Montiel. O recuo de Felipe permitiu que Khellven subisse pela direita, atuando praticamente o tempo todo como um ala e dando liberdade a Andreas Pereira para se deslocar para o meio e o jogar às costas de Flaco Lopez e Vitor Roque.

Estratégia utilizada pelo Palmeiras no jogo de ida

Para a volta, entretanto, o treinador português resolveu utilizar estratégias diferentes. Possivelmente motivado pela ausência de Driussi, que saiu machucado do jogo anterior, e por Marcelo Gallardo ter escalado somente um atacante de ofício (Salas), Piquerez não precisou fazer o terceiro zagueiro, o que empurrou Felipe Anderson para sua posição habitual (meia esquerda), impediu que Khellven, que não estava no melhor da forma física, ocupasse o corredor pela direita, o que obrigou Andreas a cumprir essa função. Estratégia que acabou não dando certo.

Estratégia do jogo de volta, com Piquerez e Khellven como laterais, Felipe como meia esquerda e Andreas como meia direita

No papel, essa nova estratégia tem tudo para dar certo, dependendo somente dos jogadores assimilarem melhor os movimentos necessários, mas ontem ainda pareceu muito crua. Lucas Evangelista, melhor jogador palmeirense na partida, desgarrou da faixa de volantes e se tornou o meia pelas costas dos atacantes, mas somente ele armando foi pouco para tornar o time criativo, além de deixar Aníbal Moreno, que não viveu noite tecnicamente muito feliz, sozinho para marcar os muitos meio-campistas escalados pelo River (ao menos Nacho Fernandez, Giuliano Galoppo e Juan Fernando Quintero circularam por ali).

Por consequência, o Palmeiras fez um primeiro tempo pouco agressivo, também devido às más partidas de Felipe Anderson, Andreas Pereira, Aníbal Moreno, Khellven e Piquerez, e dando muito espaço ao adversário pelo meio.

Para a segunda etapa, além da injeção de ânimo que Abel Ferreira deu em seus jogadores, a equipe voltou melhor distribuída, com Evangelista segurando mais a bola pelo meio, dobrando na marcação com Aníbal e permitindo ao argentino afundar na linha de zagueiros para ajudar na saída de bola. A nova movimentação de Aníbal possibilitou que os laterais aparecessem mais no ataque e tornou o Palmeiras mais perigoso. O gol de Vitor Roque nasce de um cruzamento de Piquerez e Khellven criou algumas boas jogadas pela direita.

Evangelista cumprindo função tática pelo meio, Aníbal colaborando com a saída de bola e os laterais, Piquerez e Khellven, com mais liberdade para atacar

Após a entrada de Facundo Torres no lugar de Andreas Pereira, o Alviverde ganhou o contra-ataque pela direita, antes puxado somente por Vitor Roque (substituído por Allan) pela esquerda e Flaco Lopez por dentro. Na melhor jogada do ponta uruguaio, o Verdão conseguiu o pênalti convertido pelo atacante argentino.

Como o Palmeiras se posicionou após as substituições

Para o torcedor, o primeiro tempo pode ter sido desolador, com a estratégia dando errado e o meio campo sendo engolido pelos argentinos, mas não há com o que se desesperar. A vitória dá o tempo necessário para que o novo esquema, com Andreas Pereira fazendo função diferente do que faziam os jogadores que antes ocupavam a posição, se estruturar melhor e, com o tempo, funcionar cada vez mais.

As ideias de Abel Ferreira para esse "novo Palmeiras" são boas, mas é preciso ter paciência, virtude essa não muito comum no palmeirense.

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