
Fala aí, rapaziada!
Vamos falar do nosso Vascão, do nosso Gigante da Colina?
Vamos falar dessa rodada aí, da 34ª rodada do Campeonato Brasileiro, desse jogo que ocorreu ontem, essa grande vitória fora de casa que o Vasco conquistou.
É uma vitória importante, uma vitória que praticamente afasta qualquer risco de rebaixamento aí no Campeonato Brasileiro. O Vasco deu uma respirada, deu uma afastada aí da zona de rebaixamento, quatro pontos da zona, do primeiro da zona, que é o Grêmio, que tem 37. O Vasco chegou aos 41 pontos.
E agora o foco é total no jogo de domingo, no jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, Vasco e Palmeiras, em São Januário, às 5 da tarde.
São Januário lotado para a decisão contra o Palmeiras
O estádio teve a capacidade aumentada pelo Corpo de Bombeiros. Foi para cerca de 24.200 pessoas. Teve um aumento aí de 4.000 pessoas liberadas pelo Corpo de Bombeiros.
E aí, com certeza, o estádio vai estar entupido de vascaíno para apoiar o time, para sonhar, para empurrar, para tentar ganhar o jogo do lado de fora do campo.
A escalação de três zagueiros não funcionou
Mas antes, na data de ontem, o Vasco foi a campo com o técnico Pedrinho Manuel, uma formação nova, que ele não tinha jogado ainda, com três zagueiros: Gabriel Pereira, Sualdívia e Robert Renan.
O Souza jogou na frente da zaga. A ideia era se proteger bem e explorar o contra-ataque com Puma e Cuiabano, com a força ofensiva do Cuiabano.
O meio-campo tinha aquela trinca famosa do Vasco, com Souza, Thiago Mendes e Lescano. E lá na frente, Brenner e a volta do Andrés Gómez, que voltou recuperado de um pisão que teve no pé, de fortes dores que tinha no pé esquerdo.
Essa escalação não funcionou.
O Pedrinho Manuel deve ter chegado à conclusão de que o Vasco ainda não consegue jogar assim sem treinamento, sem período de adaptação dos atletas.
E o Vasco foi totalmente dominado pelo Athletico Paranaense em jogadas ofensivas.
O Vasco ficava com a bola, mas não criava absolutamente nada.
O Andrés Gómez voltou muito mal da lesão, ainda assim sem ritmo, tomando as decisões erradas, como é de costume, e gerando pouco jogo. O que ele mais faz é gerar jogo. Ele gerou muito pouco jogo.
O Brenner teve uma participação muito burocrática, tocou a bola para trás, não conseguiu se movimentar sozinho. Faltou aproximação tanto do Cuiabano quanto do Lescano, enquanto do próprio Thiago Mendes também.
O Andrés Gómez abria muito nas pontas e o Brenner ficava muito sozinho. Tinha que voltar demais para buscar a bola, para tentar jogar, para participar, para tocar na bola.
E aí ficava um buraco no ataque vascaíno, em que o Athletico Paranaense se defendia muito bem.
Athletico aproveita o contra-ataque e abre o placar
E a estratégia do Athletico é essa: deu a bola para o Vasco, jogou no contra-ataque, e foi assim que saiu o primeiro gol, aos 24 minutos do primeiro tempo.
Num passe em que acha-se o Mendoza entre linhas, ele chuta cruzado da intermediária.
Léo Jardim não franga, mas ele falha. Acho que era uma bola defensável. Acho que, em outros momentos, em que o Léo tinha mais confiança, ele teria pego esse chute.
E aceita o gol aí: 1 a 0 Athletico.
Vasco tinha a posse, mas faltava força ofensiva
E o Vasco continuou fazendo o que vinha fazendo: botou a bola no chão, tocava.
Eu acho que só contra Palmeiras e Flamengo o Vasco não ficou com a bola. Contra o Flamengo até que ficou uma boa parte do jogo, mas foi mais equilibrado.
Agora, com os outros times, o Vasco tem até o domínio da bola. Vira para um lado, vira para o outro, mas falta força ofensiva.
Falta força ofensiva na maioria dos jogos do Vasco.
Pedro Manuel muda o jogo no segundo tempo
E aí veio o segundo tempo.
O Vasco foi para o intervalo com 1 a 0, com uma desvantagem pequena de 1 a 0.
E aí veio o segundo tempo e o Pedro Manuel tira um ás da manga. Dois ases, para falar a verdade. Tira um coelho da cartola.
Ele acerta demais. Ele é muito feliz nas alterações.
É procedimento de quem conhece o elenco, de quem conhece o grupo, de quem conhece as características dos atletas, sabe o que cada um pode render.
Ele tira o Souza e tira o Brenner e coloca o Colídio e o Bruno Duarte.
O Lescano e o Thiago Mendes descem para fazer a volância, vamos dizer assim, o meio de campo, a proteção da zaga, já que a zaga volta a ter dois zagueiros.
Isso dá liberdade para o Lescano e o Thiago Mendes, com muito fôlego os dois, de marcar e sair para o jogo, marcar e sair para chegar na área adversária.
Na frente, o Andrés Gómez continuou imprimindo aquela correria dele, sem tanta inspiração, sem tanto mérito de criar jogadas, de gerar jogo.
Colídio entra bem e Vasco ganha volume
E o Colídio entrou muito bem no jogo.
Começou a cair pela ponta, começou a cair pelo meio, começou a armar jogadas.
E aí o Vasco passou a ter muito mais...
Já tinha a posse de bola e passou a ter muito mais volume de jogo e chances de perigo de gol.
E vale ressaltar também que o Mendoza, autor do gol, sai machucado no primeiro tempo, no intervalo, e isso enfraquece muito o Athletico.
O Athletico perde muita força ofensiva com a saída do Mendoza.
Lescano: o melhor jogador do Vasco em campo
E aí o Vasco, totalmente reformulado na frente, com o Bruno Duarte segurando a zaga, o Colídio caindo tanto pela esquerda quanto pelo meio, buscando o jogo com o Cuiabano, o Andrés Gómez e o Puma continuando a dobradinha do primeiro tempo, e o Lescano se aproximando, saindo com a bola dominada.
O Lescano, vale um parêntese aqui: para mim, o melhor jogador do Vasco ontem, disparado, em campo.
Um baita achado esse camisa 10.
Não era à toa que ele era camisa 10, capitão, camisa 10 e faixa do time dele, e destaque do Campeonato Argentino por um clube pequeno.
É um baita achado esse jogador. Muito inteligente, muito técnico, um jogador comprometido, que não tem o interesse de ser o centro das atenções.
Ele joga para o time, dá carrinho, briga o tempo inteiro, disputa todas as bolas, aparece nos quatro cantos do campo.
É muito inteligente e tem tudo para se tornar um ídolo do Vasco nesse novo Vasco que está vindo aí com os Lamacchia.
Grande jogador, um baita achado.
Parabéns aí. Eu não sei quem foi que contratou, mas um parabéns para quem contratou o Lescano.
Cuiabano participa do gol de empate
E aí o Vasco achou o gol aos 15, 16 minutos do segundo tempo.
O Cuiabano, depois de uma dividida aí do Lescano, acha o passe no Robert Renan e instrui o Robert Renan a dar o passe em profundidade para o Cuiabano.
O Cuiabano entra dentro da área, numa característica que ele tem de mais força, que é entrar dentro da área e chutar, cruzar, buscar o atacante, entrando em condições na área.
Ele chuta para dentro da área, o Colídio vai disputar a jogada e o zagueiro do Athletico Paranaense faz gol contra, toca na bola e faz gol contra.
Aí o Athletico sente demais o gol.
A torcida, que até então apoiava o Athletico, começa a vaiar.
Eles sentem demais, tanto os jogadores quanto a torcida.
Virada do Vasco: Bruno Duarte faz o segundo
E aí, logo depois, em outra participação do Lescano, o Gabriel Pereira erra o passe e o Lescano disputa a bola.
Ele consegue, na disputa da bola, num carrinho, que a bola caia no pé do Andrés Gómez.
O Andrés Gómez acha o Puma.
O Puma vai na linha de fundo e faz um cruzamento de manual, um arco tirando entre o zagueiro e o goleiro, tirando completamente o raio de ação dos dois devido à velocidade da bola.
E acaba achando o Bruno Duarte em condições perfeitas de cabecear.
Ele cabeceia muito bem no ângulo, com força, tirando do goleiro também, sem condições.
O Vasco vira o jogo.
E o Athletico Paranaense praticamente desaba emocionalmente, perde totalmente o controle, se descontrola no jogo.
Gabriel Pereira faz o terceiro e sacramenta a vitória
E logo três, quatro minutos depois, numa falta na lateral do campo, na lateral esquerda do ataque do Vasco, o Colídio, que bate muito bem na bola, tanto escanteios quanto essas faltas que ele cruza na área, pega muito bem na bola.
Ele bate e acha o Gabriel Pereira sozinho.
O Gabriel se desloca, se desmarca e cabeceia no mesmo ângulo que o Bruno Duarte fez o segundo gol.
Ele cabeceia para fazer 3 a 1 Vasco e aí praticamente sacramentar.
O Athletico Paranaense desaba emocionalmente.
Parece não estar acreditando que, em cerca de oito, nove minutos, tomou uma virada. Tomou três gols em oito, nove minutos.
Vasco ainda desperdiça outras oportunidades
O Vasco ainda teve duas oportunidades claras aí: uma com o Andrés Gómez, que, numa jogada do Cuiabano, entra, se antecipa ao Colídio e perde um gol feito.
E outra também com o Bruno Duarte.
E ficou por isso mesmo.
O Vasco toca a bola aí até o apito final. O Athletico não tem força.
Expulsão de Viveiros
Logo depois do terceiro gol, cerca de cinco, dez minutos depois, o Viveiros perde a cabeça numa disputa com o Cuiabano, que já estavam se pegando há um tempo.
Ele pisa no jogador do Vasco que estava no chão, de maneira desleal, covarde, e recebe o vermelho direto.
E vai desfalcar o Athletico aí provavelmente por mais de um jogo devido à agressão, à gravidade da agressão.
Vitória histórica fora de casa
E aí o Vasco só toca a bola, com a mágica, 3 a 1 no placar, com o Athletico praticamente destruído emocionalmente.
O Vasco toca a bola, espera só o tempo correr para conseguir uma vitória importantíssima.
O Vasco não vencia na Arena da Baixada, no campo do Athletico, vamos dizer assim, tanto sintético quanto grama natural, tanto Arena da Baixada quanto antes da Arena.
O Vasco não vencia o Athletico Paranaense fora de casa pelo Brasileirão desde 1998, quando foi campeão da Libertadores.
É um bom indício, né? É um bom sinal aí, uma lembrança boa.
Em 98 nós fomos campeões da Libertadores, logo depois fomos vice-mundial.
E 28 anos depois, aí, conseguimos uma vitória importantíssima, praticamente tira o clube da possibilidade de ser rebaixado.
O Vasco praticamente sai dessa briga aí e agora é foco total na Copa do Brasil.
Próximo compromisso pelo Brasileirão
O Vasco volta a campo pelo Campeonato Brasileiro daqui a 10 dias, mais ou menos, não neste sábado agora, no outro, dia 14 de novembro.
O Vasco pega a Chapecoense fora de casa num jogo atrasado e aí vai ficar, vai ficar nivelado com todos os outros times que já têm 34 jogos.
E aí existe a possibilidade do Vasco fazer um bom jogo lá na Arena Condá e voltar com os três pontos, chegar aos 44 e praticamente fechar o Campeonato Brasileiro.
Fechar o Campeonato Brasileiro, se preparar para 2027 com grandes contratações, já com um planejamento decente, com um novo investidor com muito potencial e com muito dinheiro para investir, com muita vontade de investir.
E aí levar o Campeonato Brasileiro a sério, porque dá para disputar o Campeonato Brasileiro com o mínimo de comprometimento, de organização, de investimento e levando o campeonato a sério.
Agora é foco total no Palmeiras
E aí o foco é todo domingo.
Um jogaço: Vasco e Palmeiras.
Isso deu um ânimo, isso trouxe a torcida de volta, com certeza.
A torcida, que já iria entupir São Januário de qualquer jeito, uma vitória dessa traz mais motivação para o grupo, traz mais motivação para a direção, para a torcida, para o elenco, para a gente conseguir reverter um placar mínimo.
Um placar mínimo, uma vitória mínima é pênaltis. Por mais de dois gols, o Vasco passa.
E eu tenho certeza que São Januário lotado, entupido de gente, o Palmeiras vai sentir a pressão de jogar aqui dentro.
Eu tenho certeza. Vai ser um território muito hostil para eles e a gente vai em busca dessa classificação aí, sem respeitar tanto o Palmeiras quanto nós respeitamos no primeiro tempo.
Se o Vasco jogar o que jogou no segundo tempo de ontem, o Vasco tem totais condições de vencer o Palmeiras e vencer bem.
Agora, se entrar com medo, respeitando demais, com medo de tomar gol, com medo de perder jogo, igual entrou no primeiro tempo, tocando a bola sem produtividade, sem agressividade, sem querer ganhar, atacando o espaço, atacando o adversário, aí vai ser desclassificado.
O sonho da final e da Libertadores
Saudações vascaínas!
Um abraço, satisfação falar com vocês.
Feliz pela vitória do Vasco.
Vamos em busca aí dessa final, que vai ser importante para o clube, para a cidade, para todos nós aí que amamos o esporte, ver o Vasco, o Gigante, de novo numa final.
Vai ser... vai ser épico novamente.
E, chegando à final, vaga na Libertadores garantida, promessa de investimento, muito mais condições de atrair atletas grandes, de nível Europa, de nível classe A, vamos dizer assim.
Vai ser importantíssimo para o clube.
Saudações vascaínas, meu camarada!
Um abraço!
Notícias da Colina
Por: Felipe Rodrigues
Foto Matheus Lima/Flickr.com Vasco




